Descubra as últimas notícias e tendências para empresas em 2024

Em 2024, o quadro regulatório e tecnológico das empresas francesas passou por profundas mudanças. Com a aceleração da adoção da inteligência artificial, a entrada em vigor progressiva de novas diretrizes europeias e a reconfiguração das prioridades digitais, os líderes enfrentam decisões concretas que comprometem sua competitividade por vários anos.

Relatório de Sustentabilidade CSRD: uma mudança de escala para as empresas europeias

A CSRD (Diretiva de Relato de Sustentabilidade Corporativa) substitui a antiga diretiva NFRD e multiplica o número de empresas afetadas pelo relato extra-financeiro. O escopo passa de cerca de 11.700 entidades na Europa sob a NFRD para quase 50.000 sob a CSRD, com uma entrada em vigor progressiva.

Essa extensão não se limita aos grandes grupos listados. As ETIs e algumas PMEs estruturadas entram progressivamente no escopo, o que exige coletar dados ambientais, sociais e de governança de acordo com normas europeias harmonizadas (ESRS). O volume de dados a ser produzido e auditado representa um grande desafio organizacional, frequentemente subestimado pelas direções financeiras.

Para as empresas que nunca publicaram um relatório de sustentabilidade, a tarefa é desafiadora. O assunto não diz respeito apenas ao departamento de RSE: envolve contabilidade, compras, TI e, às vezes, a direção jurídica. Acompanhar as novidades no Portail Entreprises permite ficar informado sobre os prazos e as obrigações setoriais que se definem trimestre após trimestre.

Equipe multicultural de empreendedores analisando gráficos de tendências e notícias econômicas em uma tela interativa em 2024

Adoção da inteligência artificial na França: os números do Insee e o efeito de tamanho

Segundo as estatísticas de TIC publicadas pelo Insee, a proporção de empresas francesas com 10 ou mais funcionários que utilizam pelo menos uma tecnologia de IA passou de 6% para 10%, e depois para 18% entre 2023 e 2025. Essa progressão reflete uma aceleração rápida que supera o crescimento linear observado nos anos anteriores.

A informação mais marcante é a disparidade conforme o tamanho. As empresas com 250 funcionários ou mais apresentam uma taxa de adoção em torno de 58%, contra apenas 15% para aquelas com 10 a 49 funcionários. Essa lacuna reflete diferenças no acesso a competências técnicas, orçamentos de investimento e na cultura de dados.

Usos predominantes da IA nas empresas

As pesquisas complementares do Insee e dos observatórios especializados mostram que as empresas francesas utilizam a IA principalmente para três categorias de tarefas:

  • A otimização de processos internos (automação de tarefas repetitivas, gestão de fluxos logísticos, tratamento de documentos)
  • A redução dos custos operacionais, especialmente por meio da análise preditiva aplicada à manutenção ou à gestão de estoques
  • A segurança da informação, com ferramentas de detecção de anomalias e resposta a incidentes que se baseiam em aprendizado de máquina

As transformações profundas no modelo de negócios ainda são raras. A maioria das implementações visa ganhos de eficiência no que já existe, e não uma reestruturação estratégica. A IA serve primeiro para melhorar o que a empresa já faz, antes de permitir que ela faça de forma diferente.

Regulamento europeu sobre IA (AI Act): obrigações concretas a partir de 2025

O segundo projeto regulatório estruturante para as empresas diz respeito ao AI Act europeu, cujas obrigações entram em vigor em etapas entre 2025 e 2027. Este regulamento classifica os sistemas de IA por níveis de risco e impõe exigências proporcionais.

Para as empresas que implantam ou desenvolvem ferramentas de IA, isso significa documentar os algoritmos utilizados, garantir transparência em relação aos usuários e implementar mecanismos de controle humano para sistemas considerados de alto risco (recrutamento automatizado, pontuação de crédito, vigilância).

Convergência CSRD e AI Act para as PMEs

A sobreposição desses dois quadros regulatórios cria uma pressão específica para as PMEs e ETIs. Uma empresa que utiliza IA para produzir seu relatório CSRD deverá simultaneamente se conformar às exigências do AI Act sobre a rastreabilidade de seus algoritmos. Os prazos de 2025-2027 exigem antecipar essas duas conformidades em paralelo, o que implica recursos jurídicos e técnicos que muitas estruturas intermediárias ainda não mobilizaram.

Empreendedor maduro lendo as notícias econômicas e tendências de 2024 em um espaço de co-working de estilo industrial

Maturidade digital das TPE-PME francesas: um atraso desigual

Além da IA, a transformação digital das pequenas empresas francesas continua sendo um tema central. As TPE estão, em geral, melhor equipadas do que há cinco anos em ferramentas básicas (site, softwares de gestão, serviços em nuvem), mas sua postura em relação às tecnologias avançadas permanece cautelosa.

A cibersegurança ilustra bem essa disparidade. As grandes empresas investem massivamente em dispositivos de proteção, enquanto as estruturas menores permanecem expostas por falta de orçamento ou de competências internas. O uso de prestadores de serviços especializados está crescendo, mas a cibersegurança continua sendo o parente pobre do orçamento digital das TPE.

O comércio online é outro indicador. Embora a proporção de empresas que vendem online tenha aumentado, os volumes ainda estão concentrados em atores de médio porte e grandes redes. Para as TPE, a venda online muitas vezes representa um complemento marginal em vez de um canal estratégico.

As tendências gerais para as empresas em 2024 se resumem a uma dupla pressão: tecnológica com a IA, regulatória com a CSRD e o AI Act. A disparidade de maturidade entre grandes empresas e pequenas estruturas não se reduz espontaneamente. Os líderes que ainda não mapearam suas obrigações regulatórias para 2025-2027 têm uma janela de preparação que se fecha rapidamente.

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